Não é CLT, mas pode pagar melhor do que muito salário fixo por aí. Com flexibilidade de horários e ganhos diretamente proporcionais ao esforço, ser entregador de aplicativo tem atraído milhares de brasileiros — inclusive pessoas que nunca imaginaram trabalhar na área.
Os ganhos dos entregadores variam bastante e dependem de diversos fatores: cidade, número de horas trabalhadas, dias da semana em atividade, além dos horários de pico — como almoço, jantar e fins de semana, que concentram a maior parte das entregas.
💰 Segundo pesquisa do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), publicada em abril de 2023, a média líquida por hora é de R$ 23, já considerando gastos como combustível e manutenção da moto.
Por mês, a pesquisa indica que entregadores ganham, em média:
- R$ 807 a R$ 1.325 para jornadas de 20 horas semanais
- R$ 1.980 a R$ 3.039 para jornadas de 40 horas semanais
Essa variação considera diferentes níveis de tempo ocioso (10%, 20% ou 30%), algo comum na rotina de quem trabalha com aplicativos.
Outros fatores que impactam diretamente no valor que entregadores podem ganhar por mês:
- Localização: cidades maiores oferecem mais pedidos e melhores tarifas.
- Promoções e bônus dos aplicativos: plataformas como o iFood oferecem incentivos extras em determinadas regiões ou horários.
- Gorjetas: o valor deixado pelos clientes pode somar uma quantia significativa no final do mês.
🚀 Assim, quem trabalha de forma estratégica e com alta disponibilidade pode sim alcançar rendimentos superiores à média — especialmente em cidades com alta demanda.
Como funciona a rotina de entregadores?
A rotina é simples, mas exige disponibilidade e organização. O entregador ativa o aplicativo no horário que desejar e começa a receber pedidos. A decisão de aceitar ou recusar é sempre dele.
Ao aceitar, ele se desloca até o local de retirada, pega o pedido e realiza a entrega. Esse processo se repete durante toda a jornada.
📌 O grande atrativo da profissão está na autonomia: não há patrão, nem jornada fixa. Cada entregador escolhe sua forma de trabalhar, que pode incluir:
- Meio período: comum em horários de almoço, ideal para quem quer complementar renda.
- Período integral: almoço e jantar, normalmente em dias úteis.
- Fins de semana: quando a demanda aumenta e os ganhos por hora são mais altos.
💹 Quanto mais tempo o entregador estiver online, mais pedidos poderá receber.
A estratégia é fundamental: trabalhar nos horários de maior movimento e aceitar corridas vantajosas pode aumentar significativamente os ganhos no fim do mês.
Como se cadastrar nas plataformas para entregadores?
O processo de cadastro é digital e pode ser feito diretamente pelo celular. Veja os passos gerais:
- Baixar o aplicativo correto: por exemplo, iFood para Entregadores, Rappi Entregador.
- Preencher os dados pessoais e do veículo.
- Enviar documentos como RG, CNH, comprovante de residência, entre outros.
- Aguardar a aprovação, que pode levar de algumas horas até alguns dias, dependendo da plataforma e da cidade.
📢 Importante: Em algumas plataformas, é necessário se tornar MEI (Microempreendedor Individual). O processo é simples, gratuito e pode ser feito pelo portal do governo.
Quer começar, mas não tem moto? Fica tranquilo!
Muita gente desiste antes mesmo de tentar porque não tem um veículo. Mas há alternativas.
Além da possibilidade de alugar uma moto temporariamente, você pode aproveitar sua renda como entregador para financiar uma moto própria — e o melhor: em muitos casos, o valor da parcela cabe no orçamento, principalmente se você estiver com o nome limpo e com bom score de crédito.
Modelos de moto ideais para entregas
Se o objetivo é trabalhar com delivery, a moto precisa atender a três critérios essenciais: baixo consumo, manutenção simples e conforto para longas jornadas. A seguir, alguns dos modelos mais recomendados:
🏍️ Honda Biz 125: Econômica (até 45 km/l), com compartimento sob o banco. Ideal para entregas em centros urbanos e pilotagem facilitada.
🏍️ Honda CG 160 Cargo: Motor de 162,7 cc, média de 35 km/l, chassi reforçado e tanque de 14 litros. Ideal para entregadores que rodam longas distâncias.
🏍️ Yamaha Factor 150: Faz cerca de 40 km/l, possui painel digital e é leve, com boa dirigibilidade para o uso urbano.
Como financiar uma moto para começar a trabalhar
O financiamento é a principal alternativa para quem quer comprar uma moto sem pagar à vista. Existem três formas principais:
- CDC (Crédito Direto ao Consumidor): o comprador faz o financiamento com o banco e a moto fica em seu nome, mas como garantia até a quitação.
- Leasing: a moto só passa a ser do comprador após o pagamento total.
- Consórcio: sem juros, mas com entrega do bem por sorteio ou lance.
Requisitos básicos para financiar:
- Ter 18 anos ou mais
- CPF regular e comprovante de residência
- Comprovação de renda (autônomos podem apresentar extratos bancários ou declaração do IR)
Condições comuns:
- Parcelas não devem ultrapassar 30% da renda bruta mensal
- Financiamentos de motos podem ter prazos de até 48 meses
- Algumas instituições financiam 100% do valor da moto, dependendo da análise de crédito
Dicas para financiar com segurança:
- Compare o CET (Custo Efetivo Total), não apenas a taxa de juros
- Evite venda casada, como a exigência de seguros embutidos
- Faça simulações online para planejar melhor
- Leia o contrato com atenção e entenda todas as cláusulas
Financiar pode ser uma forma viável de começar a trabalhar com entregas, especialmente para quem está comprometido a manter a renda mensal e pagar as parcelas em dia.